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LINHA DO TEMPO
BETÂNIA
Carlos Paiva,
presidente da missão, fala sobre a atuação da Betânia hoje e os planos
para o futuro.
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Qual
é a visão da Missão Betânia?
Para
definir, de uma. forma bastante concisa, a visão da Missão Evangélica
Betânia, estabelecemos uma figura geométrica - o triângulo. Cada um de
seus lados representa um aspecto da visão da Missão Betânia no Brasil.
Um dos lados é a produção de literatura, por intermédio da Editora
Betânia: O outro é ,o treinamento de líderes, que inclui pastores,
missionários e líderes em geral. Hoje, mantemos três programas de
treinamento no pais. 0 terceiro lado são as missões. A Missão Betânia
mantém uma junta de missões que assessora a igreja brasileira no envio
de missionários. Portanto, a visão da Missão, representada, por esse
triângulo, é: produzir literatura, treinar líderes e fazer missões.
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Qual é a
atuação da Missão , Betânia dentro e fora do Brasil
Hoje, a Missão
Evangélica Betânia atua primeiramente na área de literatura. Estamos
trabalhando em nossa estrutura interna para fazer com que a literatura
se torne cada vez mais acessível para o crente brasileiro.
Em Curitiba, temos um
programa de treinamento adequado às condições de vida urbana.
Capacitamos pessoas que gostariam de se engajar de uma forma mais
efetiva no ministério através da sua profissão, mas que não possuem base
teológica suficiente. Já em Altônia, também no estado do Paraná, o
programa de treinamento se dá em regime de internato. Enquadram-se nele
pessoas dispostas a dar uma atenção especial à vida devocional, ao
estudo da Bíblia e ao discipulado.
Além desses, temos um
terceiro programa de treinamento que se encontra no Nordeste. 0 sertão
nordestino é uma região onde há um grande vazio em termos de
evangelização, além de grandes necessidades humanas. Sendo assim, ali
nos concentramos no recrutamento e no treinamento do cidadão do Nordeste
para o Nordeste.
Para concluir, temos
um projeto de missões que visa ao recrutamento, treinamento e envio de
brasileiros para ações missionárias transculturais. Para isso, fizemos
uma parceria com várias denominações do Brasil. Temos atualmente
missionários no Paraguai, no Senegal e na Bolívia.
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HISTÓRICO
Quais são os
projetos da Missão Betânia para o futuro?
Queremos, nos
próximos dez anos, ampliar a nossa presença na América do Sul. Nós temos
uma preocupação muito específica nesse ponto. Fala-se muito de missões
em outras partes do mundo, e não negamos de forma alguma a grande
necessidade da chamada "janela 10x40". Contudo, temos o cuidado de não
projetar a nossa visão para longe, ignorando os problemas que estão bem
perto de nós.
Portanto, nosso
objetivo para o futuro é avançar para dentro desses países do nosso
continente, começando com nossos vizinhos, por meio da "Ação Integral".
Não, podemos deixar de levar em consideração no processo de
evangelização questões como a fome, a educação, a saúde e outros.
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Fale um pouco
da sua trajetória na Missão Betânia.
O meu primeiro
contato com a Missão Evangélica Betânia foi em 1977, através da revista
Mensagem da Cruz. Dentro dela havia uma coluna que me chamou a atenção.
Ali dizia o seguinte: "Se você tem um negócio sério com Deus, então nós
temos um negócio sério com você". Eu li aquilo e fiquei interessado.
Depois de alguns
meses, fui a uma igreja de jovens que havia em São Paulo, onde um
conjunto musical da Betânia, chamado Vida Abundante, estava se
apresentando. Esse segundo contato com a Betânia foi mais pessoal.
Acabei conversando com os integrantes do grupo, que me deram mais
informações a respeito da Missão.
Em 1978, fui estudar
no Seminário Betânia de Coronel Fabriciano, em Minas Gerais. Eu me
formei em 1981 e, no ano seguinte, segui com uma equipe para o Rio
Grande do Sul. Ali iniciamos uma escola bíblica para a Betânia. Fiquei
lá por 13 anos, dirigindo esse centro e lecionando no seminário. Em
1995, fui eleito presidente da Betânia no Brasil e me mudei para Belo
Horizonte.
Em 1999, eu e minha
família fomos para os Estados Unidos, passar um ano na sede da Missão em
Minneapolis. Nessa mesma época, fui indicado coordenador regional da
Betânia para a América do Sul, cargo que assumi em 2000. Portanto,
atualmente sou o presidente da Missão no Brasil, membro da diretoria da
Editora Betânia e coordenador regional da Betânia para a América do Sul.
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0 senhor já
falou um pouco do seu relacionamento com a revista Mensagem da Cruz.
Agora nos fale" um pouco sobre a importância dessa revista no Brasil
Eu tenho um
relacionamento muito especial com a revista, principalmente porque ela
foi o meu primeiro contato com a Betânia. É interessante ressaltar que a
Mensagem da Cruz foi a primeira iniciativa da Betânia em termos de
literatura aqui no Brasil. Nos primeiros anos,,, ela veio ao encontro
das necessidades espirituais e da realidade financeira dos crentes
brasileiros, Ela não era vendida, e sim doada. Por ser uma iniciativa
com esse caráter, recebia subsídios dos Estados Unidos para a sua
produção e, chegou à alcançar a marca de 150 mil assinantes.
No entanto, há alguns
anos, a visão da Missão nos Estados Unidos em relação ao Brasil mudou.
Eles perceberam que a igreja brasileira já não era mais tão sem recursos
como na década de 60, e que a realidade econômica do crente brasileiro
havia mudado. Sendo assim, a Mensagem da Cruz deixou de receber esse
subsídio e a sua publicação foi suspensa por falta de recursos, ficando
cerca de quatro anos sem ser editada. Depois de uma reestruturação na
organização no Brasil nos encontramos em condições de retomar sua
publicação. 0 leitor agora participa no custeio da revista, medida que
ajudou muito na retomada da sua publicação.
Nessa retomada,
pudemos constatar alguns fatos muito interessantes. Primeiro, que a
Mensagem da Cruz marcou época na igreja brasileira. Ela participou de um
momento decisivo na vida da igreja do nosso país. Ela ajudou a balizar o
movimento de renovação carismática.
Outra constatação que
fizemos foi' que o espaço da revista não havia sido ocupado por nenhuma
outra durante os anos em que ela esteve fora de circulação. Surgiram
várias revistas de qualidade no Brasil nesse período, mas nenhuma
possuía o perfil da Mensagem da Cruz, seu formato quase que "de bolso" e
sua forte ênfase devocional, presente na revista desde o seu lançamento.
Quando voltamos a
publicá-la, recebemos muitas cartas de pastores e de vários crentes
dizendo o quanto eles estavam sentindo a falta de uma revista que
trouxesse esse tipo de material. Foi muito agradável perceber que a
Mensagem da Cruz é um ministério relevante dentro do contexto da igreja
brasileira.
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O Senhor gostaria de ressaltar algo sobre a trajetória da Missão
Betânia?
Acredito que todos os nossos ministérios ao longo desses anos sempre
foram estratégicos, ações pensadas com o intuito de mudar a realidade.
Eu
poderia destacar a presença da Betânia na área de treinamento. De norte
a sul e de leste a oeste do país, o difícil é não encontrar alguém
treinado na Betânia. Nesses quarenta anos, ela conseguiu capacitar
pessoas de forma que marcassem presença em vários segmentos da
sociedade.
No
entanto, eu, diria que o grande impacto da Betânia no Brasil se deu
através da literatura. Essa é uma marca que ira perdurar ainda por
muitos e muitos anos. Nós conseguimos, através da literatura, entrar em
todos, os segmentos cristãos do Brasil. Digo cristãos porque esse
impacto transcendeu as fronteiras evangélicas.
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LINHA DO
TEMPO BETÂNIA |
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